Eleições 2020 – Entrevista com Marcos Coelho, pré-candidato a Vereador de Sumaré

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Eleições 2020 – Entrevista com Marcos Coelho, pré-candidato a Vereador de Sumaré
Marcos Coelho, pré-candidato a Vereador de Sumaré

06 de Maio de 2020

P.S. Quem é Marcos Coelho?

Resposta: Filho de Inazaro da Cruz Coelho e Maria dos Santos Coelho, somos em 06 irmãos, Morador do bairro do Matão há 38 anos. Terminei meus estudos básicos na escola de meu bairro, hoje sou professor na área de Humanas (Sociologia, Geografia, Filosofia e História na rede Estadual de Ensino), atualmente estou cursando faculdade de Direito. Nasci na cidade de Junqueiropolis/SP.

Desde meus primeiros anos de ensino fundamental participei do grêmio escolar, sempre fui representante de classe, sempre participei de minha comunidade local, participando e coordenando várias pastorais, fui representante e coordenador da Pastoral da juventude na Arquidiocese de Campinas.

Fui eleito Presidente da Associação Amigos de Bairro, trabalhei com questões socioculturais em Sumaré e Hortolândia desempenhando papel importante em reivindicações por melhorias na educação e cultura. Desenvolvi ações como a semana da Juventude, Projeto Integrarte, Festivais de Musicas e Escola Viva, onde abrimos vários pontos de cultura.

P. S. O que o levou a querer ser vereador pela cidade de Sumaré? Qual a motivação?

Resposta:  A política é algo maior do que se propaga em todos os cantos da sociedade. Eu estou na política, num sentido mais amplo da palavra desde muito cedo. Minha atuação na Igreja Cristã, nos movimentos da juventude, na escola como professor e antes como aluno, sempre fizeram parte da minha vida e sempre foram uma forma de estar em contato e sentir-se parte de uma sociedade em constante mudanças.

Estar a serviço é um chamado e é assim que me sinto em qualquer lugar que eu esteja. O legislativo ou o executivo é apenas uma outra forma de estar na política. É um caminho natural para quem quer de fato que políticas públicas sejam implementadas em favor da juventude e demais grupos sociais da cidade.

P. S. Há quanto tempo se filiou e como se deu a escolha do seu partido?

Resposta: Estou filiado ao Cidadania, antigo PPS, partido pelo qual fui filiado e agora estou retornando após convite da atual presidente da sigla. É preciso deixar claro que, no Brasil, a sigla partidária é obrigatória para quem deseja ser candidato. A quantidade de partidos existentes reflete uma certa desmoralização.

O PPS tem história na cidade de Sumaré. Foi o partido que pela primeira vez rompeu um ciclo histórico da nossa cidade levando alguém do Bairro do Matão para o Executivo Municipal. É algo simbólico, porque nesse momento o PPS levou consigo a esperança de dias melhores para cidadãos e cidadãs alijados do processo político até então.

A este mesmo grupo retorno e agradeço pela acolhida, pela confiança, na esperança de levar sonhos e projetos para a juventude e contribuir para que Sumaré seja mais fraterna e solidária.

P. S. Qual é a sua visão de política?

Resposta: No Brasil, houve uma demonização da política. No fundo, numa sociedade complexa, há interesses de grupos e corporações que, sobretudo, os jovens não se interessem e até se recusem a participar do processo eleitoral. Penso, ao contrário disso, que a participação de todos é fundamental para o fortalecimento da democracia. As instituições democráticas, como o legislativo, é que garantem que haja paz e que os conflitos sejam amenizados.

Falando especificamente de Sumaré, uma cidade periférica, conhecida por cidade dormitório, uma espécie de cidade satélite de Campinas, avançamos muito. Para quem, como eu, mora na cidade (nasceu aqui?) desde criança as transformações são nítidas, frutos de muita luta da qual participamos desde sempre.

Destaco nesse quesito o fato de termos hoje um jovem à frente da Prefeitura, que sempre morou na periferia da cidade, algo impensável em épocas passadas em que a prefeitura e o legislativo eram ocupados apenas por representantes do centro da cidade. Isso quer dizer que na política todos e todas devem sentir-se representados.

P. S. Qual é o maior problema de Sumaré? Como pretende enfrentar?

Resposta: O vereador tem limitações quando se fala de soluções práticas. É preciso saber quais as prerrogativas do vereador para evitar promessas que não serão cumpridas. Por isso, ao responder a esta pergunta aponto problemas que passam pelo executivo e que a Câmara ou o vereador pode auxiliar.

O vereador pode buscar recursos no Estado ou na Câmara por meio de deputados ou por meio de emendas nos ministérios e secretarias agindo de forma propositiva em vez de ficar reclamando sobre as coisas que não acontecem. Em Sumaré, temos problemas estruturais que dependem de recursos federais, como por exemplo, o afunilamento da entrada da cidade.

Há problemas também, decorrentes desse, com a mobilidade urbana, transporte público e algo fundamental para a juventude, cultura e arte, que sempre é deixada de lado e feita de forma apressada. Evidente que a cidade tem outros problemas comuns de municípios de mesmo porte, como a criminalidade crescente, o desemprego, oferta de serviço de saúde com qualidade e presteza. Mas todas essas soluções dependem de fatores externos ao município.

E, sobretudo, agora, com a crise na economia por conta da pandemia, as coisas se agravam. Mas se, por um lado, temos crise, por outro, precisamos estar unidos para buscarmos juntos oportunidades para que a nossa cidade seja solidária e fraterna.

P. S. Se eleito for, como será sua atuação no legislativo?

Resposta: Sempre tive um diálogo forte com a juventude. No legislativo terei a oportunidade de viabilizar projetos, políticas públicas que levem arte, cultura, educação para essa camada fundamental da população de Sumaré. É preciso reconhecer que investimento em educação e cultura é investimento no futuro da cidade.

Os nossos jovens serão, daqui a pouco, as autoridades do município, juízes, empresários, prefeito, vereadores. Uma formação adequada, equilibrada dará a estes jovens o alimento necessário para que sejam em um futuro breve pessoas melhores e que poderão construir uma cidade mais promissora e feliz.

P. S. Caso eleito, como será o seu relacionamento com o poder executivo e com os demais vereadores?

Resposta: Diálogo sempre é preciso. Vereador precisa estar em permanente diálogo com os seus pares, com as instituições e com a sociedade respeitando sempre a diversidade. A Casa legislativa, o parlamento, é um local onde o norte deve ser construído por meio do debate agregador tendo em vista o melhor possível para a população da cidade.

P. S. Qual sua avaliação com relação ao mandato atual do legislativo municipal?

Resposta: A Câmara é composta de vereadores que foram eleitos e que, portanto, representam parcelas significativas da população da cidade. Suas atuações devem levar em conta isso. É assim que acontece na democracia. De minha parte, quero representar os interesses da juventude de Sumaré e também contribuir pela melhoria da qualidade de vida da população.

P. S. O que o senhor pretende fazer para aproximar a população da Câmara Municipal de Sumaré?

Resposta:  É tempo de movimento. De políticas públicas para a juventude. De estar junto à população na Câmara e nos bairros. As pessoas não participam das sessões e isso nem seria necessário se elas participassem de outra forma nas decisões. A sessão é apenas uma formalização dos atos legislativos, a parte formal do trabalho do vereador, como representante de parte da população.

Vereador não deve prometer construção de pontes, tem suas prerrogativas. Quem constrói pontes é o executivo. Ao vereador cabe fiscalizar as ações do executivo municipal, cumprir a legislação em vigor, seja da Câmara, seja do município, aprovar as contas do prefeito ou rejeitar se for o caso, tendo pra isso o apoio técnico do Tribunal de Contas; estar em permanente diálogo com as instituições democráticas, com a sociedade, com as organizações civis. Vereador deve servir à população e não a partidos políticos ou a personalidades políticas.

Isso não significa que não possa apoiar projetos do executivo ou se colocar em oposição a projetos que vão de encontro a interesses da população. Não acho razoável estar sempre em postura crítica ou, por outro lado, postura servil. Diálogo sempre na busca de soluções que possam melhorar a vida das pessoas da cidade.

P. S. O que o senhor gostaria de acrescentar que não foi perguntado aqui?

Resposta: Foi um questionário interessante, muitas perguntas relevantes, eu deixaria para o povo avaliar as respostas, quero ser o nome atuante e compromissado com os interesses do povo e em defesa do povo no legislativo em Sumaré.

Vou trabalhar para melhorar a educação, os esportes e a cultura em nossa cidade. Tudo isso será possível, com o apoio e participação da população. Uma sociedade democrática se constrói com diálogo. ¨Com o nosso povo e a caminho de um novo amanhã.

Quero junto com o povo conhecer e buscar fazer diferente nestas próximas eleições, tenho muito a contribuir com esta cidade disto tenho a convicção e plena certeza, mais isto vai depender do povo de Sumaré.

P. S. Para finalizar, deixe uma mensagem para a população de Sumaré?

Resposta: Neste momento de pandemia gostaria de pedir, sobretudo aos jovens, que se cuidem, que cuide dos seus entes queridos. A pandemia vai passar e tudo voltará ao normal em breve. Aproveito para me colocar à disposição. Quero ser a renovação, de fato, na política de Sumaré.

Quero levar a juventude para a Câmara de vereadores junto com seus sonhos e ideais. É importante que a juventude tenha fé na política local onde mudanças e transformações acontecem. Ficar de fora também é uma decisão política é deixar que a escolha e as mudanças necessárias em políticas públicas para juventude sejam feitas por outras pessoas que, às vezes tem outras prioridades.

Estas entrevistas serão de cunho exclusivamente de utilidade pública e por isso, no seu conteúdo necessário se faz cautela, para não infringir a legislação que rege a propaganda eleitoral.

Se você é um pré-candidato e quer ser entrevistado, entre em contato conosco pelo whatsapp da redação do PORTAL DE SUMARÉ (19) 996263040 (Mário).

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