Luiz Dalben, cita Bolsonaro, defende reabertura gradual do comércio e diz que, em isolamento, está dormindo em um colchão no chão.

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Luiz Dalben, cita Bolsonaro, defende reabertura gradual do comércio e diz que, em isolamento, está dormindo em um colchão no chão.

Em isolamento domiciliar, o prefeito de Sumaré, Luiz Dalben, cita Bolsonaro, defende reabertura gradual do comércio e diz que está dormindo em um colchão no chão, nas últimas duas semanas.

Em entrevista ao jornal “O Liberal” de Americana, O Prefeito de Sumaré, Luiz Dalben, informou deve sair do isolamento domiciliar na próxima segunda-feira, mesmo o resultado do exame ainda não ter ficado pronto. Segue abaixo a entrevista, na íntegra:

Em isolamento domiciliar desde o dia 26 de março, quando um assessor próximo apresentou sintomas do novo coronavirus (COVID-19), o prefeito de Sumaré, Luiz Dalben (Cidadania), deve retornar os trabalhos presenciais na prefeitura na próxima segunda-feira.

Apesar de defender o distanciamento social, o político diz concordar com o raciocínio do Presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) e acrescenta que o Estado de São Paulo deveria estudar uma alternativa para a abertura gradual do comércio.

Ainda sem saber o resultado do exame que fez para checar se estava infectado, Dalben garante que está bem de saúde o teste foi feito na rede pública de Sumaré e encaminhado para o Instituto Adolfo Lutz. Seu pai o deputado estadual Dirceu Dalben também fez o teste e segue em isolamento domiciliar. O assessor teve alta do hospital e passa bem, mas o exame também não ficou pronto.

No início eu apresentei alguns sintomas. Tive sintomas de gripe, dor de cabeça, dor no corpo, tosse, espirro, mas não apresentei quadro de febre e dificuldade para respirar, comentou Dalben.

O fato das indústrias não terem o funcionamento afetado pela restrições do estado de quarentena imposto pelo governo do Estado de São Paulo foram um alívio, segundo o prefeito, que classifica a cidade como “extremamente industrial”. Entretanto, o impacto no comércio, já é uma realidade motivo pela qual ele defende a reabertura gradual do comércio.

“A gente precisa estudar uma maneira de não parar o país, de não parar Sumaré, de não parar todas as cidades do Brasil. A gente tem que dosar o remédio. A dose do remédio não pode ser mortal, de matar a pessoa. Matar no sentido de prejudicar a vida da pessoa. Pessoal do Estado, do Ministério da Saúde está fazendo um bom trabalho, mas está demorando muito para passar as diretrizes, apontou Dalben”.

A “dose do remédio” é uma referência ao pronunciamento do Presidente da República, no dia 23 de março. Na oportunidade, Bolsonaro criticava medidas dos governadores e disse que, “a dose do remédio não pode ser excessiva de modo que o efeito colateral seja mais danoso do que o próprio vírus”.

Estamos vendo a dificuldade dos comerciantes. Até por isso sou um dos favoráveis a ter a abertura gradual do comércio para ter um impacto menor do que já está tendo. Temos que dosar o medicamento. Temos que ter cuidado para o Brasil não ter um caos maior posteriormente ou durante o coronavirus se a gente errar a dose da medicação. E a medicação é o período de quarentena, o isolamento domiciliar, que é necessário, ponderou Dalben

O prefeito acredita que poderia ser estudada uma forma de outros segmentos do comércio – além dos classificados como essenciais – funcionar em horário e períodos alternativos ou mesmo reduzidos. Se não tiver essa flexibilização, em um período rápido, nós vamos ter uma dificuldade. A gente vai ser vai ver prefeituras por aí com dificuldade para pagar salários, o Estado com dificuldades para pagar salário. Comércios fechando as portas de vez, lamentou Dalben

Entretanto, o chefe do executivo, descartou a possibilidade de determinar via decreto municipal a abertura do comércio. Não seria prudente nenhum prefeito fazer isso. Se todas as unidades sanitárias falam para manter fechado, vamos seguir as unidades sanitárias, garantiu.

Rotina: Luiz Dalben mora com a esposa e com a filha de nove meses, entretanto, o lote também abriga a casa de seu pai e outros parentes. Para não expor os familiares a nenhum risco, ele se isolou em uma sala da residência e está dormindo em um colchão no chão.

Eu tenho um banheiro na minha sala, que na verdade é um lavabo. É aqui que eu faço tudo o que eu tenho que fazer. Cuido da minha vida aqui nessa sala. Tenho internet, computador, colchão no chão e é assim que eu estou vivendo nessas últimas duas semanas. Contato com eles (família) é o mínimo possível. Eu peço a gentileza de alguém deixar a comida da bandeja, como numa sala separada e devolva a bandeja higienizada, contou Dalben.

Fonte: Jornal O Liberal

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